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Fintechs vivem dia de glória nas bolsas dos EUA após temporada de azar

26 de maio de 2026 Mercado Financeiro

Imagem: Canva

A reportagem do Finsiders Brasil aborda um dia de forte recuperação das fintechs brasileiras listadas em bolsas americanas (NYSE e Nasdaq), após semanas de quedas consecutivas. Maio de 2026 tinha sido um mês duro para o setor, marcado por resultados decepcionantes no 1T26 e desconfiança dos investidores. A matéria mostra o dia em que o jogo virou.

O pano de fundo era ruim. Maio não foi gentil com as fintechs brasileiras listadas nos EUA. A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 deixou investidores receosos e pressionou os papéis para baixo. O PagBank entregou um lucro líquido apenas R$ 5 milhões abaixo do esperado, mas pagou caro, com queda de quase 12% em uma única sessão. O PicPay carregou ainda o peso de uma investigação do Cade por suspeita de gun jumping na compra da seguradora Kovr. A XP frustrou com spreads de crédito corroendo receitas de renda fixa e captação líquida em desaceleração. Já o Agibank apresentou lucro 47,7% menor na comparação anual e sofreu rebaixamento de recomendação pelo Itaú BBA.

No pregão analisado, porém, todas as fintechs brasileiras com capital aberto nos EUA fecharam em alta. O PagBank (PAGS) avançou 4,13%, a US$ 9,32, com valor de mercado de US$ 2,61 bilhões. A Nu Holdings (NU), dona do Nubank, ganhou 4,07%, a US$ 12,79, e foi o destaque absoluto em liquidez, com 65 milhões de ações negociadas no dia. Aos 13 anos, a maior fintech brasileira também lidera o grupo em valor de mercado, com US$ 62,18 bilhões.

O panorama maior, no entanto, é o dado mais importante da matéria. As cinco principais fintechs brasileiras de capital aberto (Inter, Nubank, PagBank, Stone e XP) fecharam 2025 somando US$ 100,6 bilhões em valor de mercado, um crescimento de 61% em relação aos US$ 62,5 bilhões registrados no final de 2024. Os IPOs do grupo aconteceram entre 2018 e 2022, sendo o do Nubank, em dezembro de 2021, o mais recente entre os bancos digitais. O Inter, que antes negociava suas ações no Brasil, estreou na Nasdaq em 2022.

A conclusão que se tira é que a volatilidade do setor segue marcante. Em um único pregão, ações podem cair quase 20%, como aconteceu com a Stone em outro dia recente, ou subir mais de 4% como neste dia de recuperação. Apesar dos solavancos, o setor consolidou em 2025 uma posição relevante no mercado de capitais americano. As fintechs brasileiras saíram do patamar de "promessa" e hoje somam um valor de mercado superior ao de várias grandes instituições financeiras tradicionais do país.

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