Quem importa conhece o roteiro. Fecha o pedido, paga o fornecedor lá fora e espera o dinheiro atravessar os bancos pra ele liberar o embarque.
Nos últimos meses, notícias envolvendo Mastercard, Capgemini e Jeeves levantaram uma pergunta: as stablecoins serão o modelo definitivo pra esses pagamentos? A resposta curta é que o mercado aponta nessa direção, mas “definitivo” ainda é cedo. Veja os fatos.
Primeiro: o que é isso, em português claro
Stablecoin é uma moeda digital ligada ao dólar, pensada pra manter um valor estável. Aqui na Lexxen, a gente chama de dólar digital. Os mais usados são o USDT e o USDC.
Ele funciona o dia todo, inclusive fim de semana e feriado, e serve só como caminho pro dinheiro atravessar de um país ao outro. Não é investimento.
Por que a pergunta apareceu agora
Segundo um estudo da Capgemini divulgado pela Exame em setembro, 74% das empresas descrevem os pagamentos internacionais como lentos, caros e imprevisíveis. Em média, um pagamento corporativo internacional leva 3,5 dias pra ser concluído.
Uma empresa grande opera, em média, em 14 mercados e mantém 11 relacionamentos bancários. Pra quem importa, cada dia nessa travessia é pedido parado e embarque atrasado.
O que Mastercard, Capgemini e Jeeves disseram:
Em agosto, a Mastercard e a Borderless anunciaram um piloto pra dar mais segurança e conformidade a transferências internacionais feitas com stablecoins. No piloto, a Mastercard não processa nem liquida o dinheiro, só atua como camada de verificação. A notícia veio logo depois de ela concluir a compra da BVNK, empresa de infraestrutura de stablecoins, por US$ 1,8 bilhão.
O estudo aponta que 60% das empresas aceitam contratar serviços de stablecoins. O CEO da empresa no Brasil afirmou à Exame que as stablecoins tendem a se consolidar como infraestrutura de pagamentos internacionais, com menos burocracia, liquidação mais rápida e redução de custos em algumas operações.
O que aponta que: As demandas das empresas para movimentar esses valores com mais facilidades do que o sistema tradicional, a leitura mais segura é tratar o dólar digital como o novo PIX para pagar fornecedores ou até mesmo realizar transações internacionais com mais velocidade, zero burocrácia e menos dias de espera.
O que muda na prática pra quem importa
Prazo: pagamento ao fornecedor que levava dias pode levar minutos nos meios instantâneos.
Previsibilidade: você sabe o custo e o prazo antes de enviar.
Menos bancos no meio: menos desconto no caminho e menos surpresa para o fornecedor.
Fornecedor sem complicação: ele recebe na moeda dele, pelo meio que o banco dele já usa.
Como a Lexxen entra nessa conta
A Lexxen utiliza o dólar digital (stablecoin) como caminho para realizar pagamentos globais. Assim, quem paga e quem recebe utiliza os meios de pagamento locais do próprio país, como já faz no dia a dia.
O processo funciona em três etapas:
1. O pagamento começa na moeda de origem. Você utiliza seu saldo para iniciar a operação, e o valor entra na rota de pagamento.
2. O dinheiro atravessa como dólar digital. A transferência acontece por meio de stablecoins, sem depender do sistema tradicional ou dos horários comercial dos bancos.
3. O fornecedor recebe na moeda local. O valor chega pelo meio de pagamento disponível no país de destino, como SEPA, Wire, ACH, SPEI, Faster Payments, Bre-B e outros.
Tudo isso numa plataforma só: contas internacionais em dólar, euro, libra, peso mexicano e peso colombiano, conversão entre seis moedas com a cotação na tela antes de executar, pagamentos a fornecedores no exterior ( inclusive na China ) API pra integrar ao seu sistema e simulador de taxas pra você conferir o valor final.
